sábado, 24 de agosto de 2013

Permaneço com as lágrimas, que tem sido minhas mais fiéis companheiras.



Confesso que este não era o primeiro post para este blog, na verdade eu já havia preparado outro um tanto mais melancólico e perturbado, mas acabei pensando muitas vezes antes de publicar. Isso porque o escrevi sem saber sequer o que estava pensando. Depois de avaliar algumas muitas vezes, eu pude clarear minhas tempestuosas ideias.
As coisas não estão nada fáceis para mim, admito. E com isso eu tenho tornado as coisas para as pessoas ao meu redor complicadas també. Tenho passado poucas e boas em meu trabalho, o que recentemente me rendeu um ataque de ansiedade, pressão alta, um tempo de repouso na enfermaria e consequentemente uma falta no dia posterior, que por ventura foi ontem. Decidi então não ficar em casa e tirei o dia para ficar com algumas pessoas que eu amo muito e que me conseguem pôr para cima, ao menos um pouco.
Essa situação do meu trabalho tem me testado de todas as formas e me deixado no limite da paciência. Admito que nunca imaginei que pudesse perder minha cabeça desta forma, que fosse chegar ao ponto de querer sair de lá. Tenho certa deficiência quando se trata de decidir coisas importantes, tenho certo receio de ousar, mas tem sido tão, mas tão desgastante para mim que achei preferível me retirar daquele lugar, pois trabalho eu consigo outro, tenho capacidade para isso, mas minha sanidade, depois de perdida, eu não vou recuperar. Por isso meus dias estão contados e ao virar do mês, terei minha liberdade.
Todo esse desgaste físico e mental tem me deixado deveras mal, e isso tem refletido mais do que eu queria nas pessoas ao meu redor, recentemente eu tive uma pequena discussão com minha mãe e acabei me alterando com ela, o que gerou muito desconforto e dias sendo ignorado. Ser ignorado pela sua própria mãe não é nada fácil. Mas meu principal problema tem sido os infortúnios que tudo isso tem gerado em meu relacionamento. Há menos de dois meses eu me considerava a pessoa mais desgraçada e infeliz do mundo, incapaz de ser amado. Mas então Ele entrou em minha vida, de mansinho, como todo jeito, e me fez olhar para mim com outros olhos. Olhos mais doces, amáveis. Transformou minha vida. Em troca ganhou desconfiança, cobranças, tristeza e amargura. O problema foi que eu achei que estar em um relacionamento seria a coisa mais fácil da vida, que era só levar e pronto, mas aí eu descobri que existe algo chamado ‘ciúmes’, que em certa dose é ótimo para um relacionamento. Mostra que há preocupação. Mas de forma desmedida torna-se um grande problema e capacidade de ruína.
Deixei-me levar pelo medo e hoje pago um grande preço por isso, temos estar machucando-o mais do que amando, de estar o fazendo sofrer e principalmente, temo ter me tornado um peso para ele. Parece que neste momento, tudo o que considerava como um problema, não é mais. Tudo o que me importa agora é o que está na frente e que o passado deve ficar no passado e dele levaremos apenas as experiências. Neste momento eu invejo profundamente a Fênix, que ressurge das cinzas no momento em que tudo parece simplesmente perdido. Era isso que eu queria agora, ressurgir das cinzas, purificando com este fogo tudo de prejudicial, e assim fazer um novo começo. Percebi que nada é tão importante quanto tê-lo ao meu lado, quanto a estar ao lado dele.
Fora tudo isso, carrego o peso de não estar dando paz aos meus amigos, que veem minha dor e sente-as comigo. Não os culpo. Eu mesmo já tomei para mim as dores deles, mas eu não me importo, se puder ajudar e se não puder, apenas permaneço ali, para mostrar que sozinhos eles jamais estarão. Mas quando é o contrário, saber que eles não suportam me ver cair, mas não podem também me levantar e não ter forças para me reerguer e acabar com a tormenta deles é insuportável


Rogo aos deuses, de joelhos, misericórdia. Suplico perdão aos meus erros e imploro uma forma de me redimir, de permanecer no caminho e peço forças para tal. Tudo o que mais quero é que essa fase turbulenta passe, para que eu possa repousar minha cabeça no travesseiro tendo paz de espírito, sabendo que não estou causando mal algum a ninguém. E rezo pelos que fazem isso e não sabem o veneno que eles tomar diariamente.

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