terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um brinde aos velhos tempos.



Sinto minha sétima vida se esvaindo. Deixando meu corpo junto de cada gota de sangue que escorre pelo meu pulso de encontro ao chão do banheiro. A dor não mais me incomoda, ao contrário, tornou-se um alívio. Ao mesmo tempo, a necessidade de alivio tem sido cada ver mais constante. E o que me preocupa nisso tudo é que eu não sinto mais todo aquele medo. Eu era menos perigoso com todo aquele medo.
Hoje eu vou sair, beber da vida, beber do elixir gerador de todos e comemorar todas as lágrimas e sangue derramados. Todas as oportunidade não oferecidas e a única perdida. Vou comemorar a vida, afinal eu estou. Porém vou comemorá-la à altura do que ela é. Não tentem me alcançar desta vez, o poço está ficando cada vez mais fundo, e a água, subindo.

Quetskya.

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