quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"...Unconditional, Unconditionally..."



Há alguns dias uma lembrança tem martelado minha cabeça...

O ar gélido do condicionador de ar acertou-me em cheio e por puro reflexo eu passei meus próprios braços pelo meu corpo. Reclamei algo sobre o frio. Ele, que estava ao meu lado, segurou meu braço e se pôs entre a massa de ar gelada e eu. Assim eu não receberia um choque muito grande. Eu não esperava por isso, fiquei olhando-o por alguns segundos, pensando no ato que ele acabara de fazer para mim. Ninguém jamais foi capaz de tal gentileza, ou de gentileza alguma. Fiquei constrangido. Abaixei minha cabeça por uns instantes. 
Os outros estavam longe, estávamos sozinhos e não dançávamos ainda. O som era alto e a luz, ausente. Conversávamos sobre qualquer coisa então ele falou algo sobre uma menina e me segurou pelo braço, indicando alguém. Dizia que ela quase havia caído. Falamos mais duas ou três frases, então seus dedos firmes e cuidadosos circundaram meu braço novamente. Tratei logo de procurar a menina que cismava em se jogar daquela grade. Porém, desta vez meu corpo foi direcionado de forma diferente, além. Não só fui puxado para perto, como também fui girado em sua direção. Seu copro estava quase colado ao meu e seus olhos, semicerrados. Não houve tempo para pensar, eu apenas me permitir mergulhar na profundidade daqueles olhos azuis-prateados, fechei os meus mortais castanhos escuros e me deliciei com aquele momento.
Seu toque era suava, másculo e calmo. Seus lábios tocaram os meus e invadiram minha alma. seus braços seguravam, não só minha cintura, mas minha sanidade junto a mim. Naquele momento eu me elevei. Beijar seus lábios era como provar do Néctar dos deuses, ainda guardo o sabor comigo até hoje. Para mim, Néctar tem gosto de beijo com stella artois. Aquele momento durou, para mim, algumas centenas de anos. Era como se eu tivesse revivido todo o meu passado e o meu futuro e ainda estivesse ali. Suas mãos, ainda ao redor de minha cintura, erguiam-me de encontro a ele, mantinham-me firme e eu me segurava em seu pescoço, desejando nunca mais soltar. Vivi cada segundo como se fosse o último e não pensei em mais nada. Seu perfume, pela primeira vez, tocou-me e fez-me sentir como se estivesse caminhando sob as nuvens. Deliciei-me com aquele momento, até que fui trazido de volta ao meu corpo por uma música que muito gosto. Heart Attack, da Demi Lovato. À letra de tal música, permanecemos abraçados e suspiramos, ambos, receosos. 

Hoje eu digo, não me arrependi, nem por um segundo, de ter me entregado a isso. Jamais. Proporcionou-me um enorme aprendizado e momentos deliciosos. Meu coração ainda palpita À simples menção de seu nome, eu ao ver, aleatoriamente  alguém que se assemelha a ele. Meus ossos tremem e minha alma gela. Mas não de forma ruim, pois o meu coração palpita. Nenhum abraço, beijo ou palavras poderá substituir os dele enquanto ele ainda estiver em meu coração da forma como está. Por este motivo eu decidi que guardarei meu coração para ele. Em outros momentos eu decidia esquecer, segui em frente, mas não desta vez. Desta vez eu não vou me conformar que não posso ser feliz e lutarei pelo que desejo. Por quem desejo e estou, sim, apaixonado. Não há um dia em que não o deseje ao meu lado, mas aquieto-me, dando-lhe seu tempo, e o meu respeito, por consequência, mas é verdade que jamais deixei de acreditar, ou ter esperanças. E assim eu continuarei até que chegue o dia em que repousarei novamente em seus braços.

Quetskya.

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