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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

What if...



Eu vivi tanto tempo almejando de volta uma vida perfeita que quando notei que ela não beirava, nem de longe, perdi completamente o chão que pisava. Dediquei um amor unilateral que me rendeu muita mágoa, decepções e desconfiança de cada pessoa que me cerca. Tal estagnação me fez perder tanto tempo de minha vida, e me deixou com tantas sequelas, e elas  perduram até o dia de hoje, literalmente.
Como duas pessoas que se amaram podem se odiar num picar de olhos? Como pode acontecer de elas desejarem longe uma da outra? Eu não vejo sentido disso. Deste manimento completo de um da vida do outro. Sou adepto de uma boa conversa, mas também admito que não sou perfeito de algumas vezes não sei lidar perfeitamente com algumas situações que a vida nos impõe. Sou humano, erro, tenho medo, me aborreço, me estresso, grito, falo coisas da boca pra fora, magoo pessoas, mas também tenho humildade de admitir tudo. Infelizmente, hoje, me encontro numa situação em que eu não posso fazer isso. Não posso me desculpar, não posso me redimir. Não sou de aço e tenho limitações, mas esperam tanto de mim que não enxergam meus momentos. Na verdade, acredito que as pessoas não acreditem que eu tenha direito a desabar, às vezes. Mas adivinhe, eu tenho.
Não me preocupo em ter um texto rebuscado ou qualquer coisa do tipo. Não escrevo para um público, mas para abrandar meu coração.
"What if", termo em inglês que significa "E se".
E se eu pudesse voltar ao passado?
Bem, essa é simples. Se eu pudesse regressar um ano, mostraria mais afeto a você, talvez assim seus olhos jamais deixariam de olhar os seus. Eu, certamente, teria deixado todo meu passado no passado. Revivê-lo sempre foi meu maior defeito. Isso foi parte da ruína da vida que eu poderia ter tido. Hoje, as coisas estão completamente diferentes do que eu previa. Piores, claro, e não há o que eu possa fazer. Meus erros nunca foram passíveis de perdão, então tudo o que me resta agora é saborear esse gosto amargo da derrota, do fracasso. Fracasso esse estampado em seus olhos, que perfura meu coração e mente toda vez que sinto seu cheiro, mas não posso tocá-lo.
Eu busquei isso, afinal. Não culpo ninguém, senão eu mesmo. Tudo o que eu gostaria é de ter a chance de não permitir que todo aquele amor vire ódio, porque isso sim seria difícil pra mim.


"What if there was no light
Nothing wrong nothing right
What if there was no time
And no reason or rhyme"


Quetsciah.



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A respeito do Amor.



“Eu vim para viver o amor”. Foi algo que eu disse há algum tempo, imerso em muita confusão e desespero.  Embora estivesse deveras confuso e fora de mim, estava exprimindo exatamente o que minha alma queria dizer. Minhas recentes experiências me permitiram distinguir amor, de outros sentimentos como paixão, carinho, amizade.  E também a conciliá-los. Não foi fácil, tampouco está sendo, porém está sendo muitíssimo bom para meu aprendizado pessoal, e ascensão espiritual. Aprendizados que irão transgredir esta vida e outra.
Considerações à parte permitam-me dissertar sobre algumas poucas conclusões. Amor. O que é amar? Em minha humilde, porém singular opinião, o amor é o sentimento mais singelo e ao mesmo tempo mais poderoso. A essência criadora. Quando o Divino, independente de ser chamado de Deus, deuses, Destino, Universo,  criou-nos, assim como tudo o que existe, humano ou inumano, Ele o fez com Amor. Por isso o amor não morre, não é destruído, nem sequer ignorado. Ele existe em nos, mesmo que evitemos olhar. Uma hora ele vem à tona, por isso não acho sábio fugir.
Porém , ao refletir E MUITO sobre o tema, consegui segregar meus sentimentos em relação às pessoas. Era como se meu coração fosse uma estante e esses sentimentos, elementos que se encontravam bagunçados. Tirando um momento para mim, fui, dentro do meu tempo e de minhas necessidades, recolocando-os de volta em seus devidos lugares. Amizade, não é sentimento, muito menos namoro. Isto é um mero título, uma forma que nós, mortais temos de simplificar as coisas. Enquanto temos tudo dentro de nosso controle, sentimo-nos bem, tranquilos. Então nos acostumamos a amar nossos amigos, família e parceiros. Não penso mais deste jeito.
Eu tenho percebido, assim por dizer, que amar independe de título algum, ou contato físico. Isso porque o amo não é palpável. Esses títulos são utilizados para exprimir a realização deste amor, para mostrar que foi concretizado. Não posso afirmar que sempre é, ou será assim. Esta vida é tão imprevisível que eu me permito não duvidar de absolutamente nada. O caso é que esse sentimento vem da centelha divina que há dentro de mim, de nós. Isso significa dizer que o amor é o que nos une, que nos liga aos deuses, o elo de ligação com tudo o que existe. E sendo assim tão sublime e independente do físico eu me pergunto: 
“É possível amar à distância?”.
E logo me respondo:
“SIM!”
Incontestável, dentro de minua essência, que isso possa ocorrer, e devo dizer que ocorre. Eu amo muitos homens e mulheres que passaram pela minha vida e tantos outros que ainda o estão. Mais do que isso, eu amo o imortal, o divino, que cada um de nós possui. Não se pode subjugar tal sentimento ao desejo de estar perto. É mais altruísta e benevolente que isso. Parafraseando algo que disse há algum tempo: “Amar é ver a pessoa feliz, mesmo que com outra”. Outro homem, outra mulher, outros amigos. Não importa. O que importa é ver essa pessoa sorrindo, ver a felicidade em seus olhos, emanando em seu espírito. Tudo isso, digo ser sentido bem na essência de seu ser, não em sua pele, em carne. Por isso posso afirmar que vim para viver o amor. E afirmo. Amo a cada dia que vivo, sinto isso a cada segundo de meus dias. Não serei hipócrita em renegar os anseios de minha carne, não. Ao contrário, mas digo ser menos relevante do que a leveza do espírito.  Arrisco-me a dizer também que meus sentimentos independem dos sentimentos alheios. 
Para finalmente concluir digo que nada pode parar isso. Nem mesmo a distância, e não me atrevo a viver isso. Se todos pudessem experimentar um pouco do que eu sinto, jamais se recusariam a sentir também. São vividos intensamente dentro de mim e de uma forma maravilhosa. Eu, de fato, estou pronto para viver isso, pois eu estou mais do que nunca conectado com minha essência divina, e forte o suficiente para compreender isso. Estando neste corpo denso, submerso de necessidades mundanas, não é algo fácil de se aceitar, ou vivenciar, mas ainda ouvindo meu espírito, ou o que gentilmente chamamos de “coração”, eu sei que é necessário, então permito-me, superando qualquer dificuldade física que possa se opor à minha evolução.

Quetskya.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"...Unconditional, Unconditionally..."



Há alguns dias uma lembrança tem martelado minha cabeça...

O ar gélido do condicionador de ar acertou-me em cheio e por puro reflexo eu passei meus próprios braços pelo meu corpo. Reclamei algo sobre o frio. Ele, que estava ao meu lado, segurou meu braço e se pôs entre a massa de ar gelada e eu. Assim eu não receberia um choque muito grande. Eu não esperava por isso, fiquei olhando-o por alguns segundos, pensando no ato que ele acabara de fazer para mim. Ninguém jamais foi capaz de tal gentileza, ou de gentileza alguma. Fiquei constrangido. Abaixei minha cabeça por uns instantes. 
Os outros estavam longe, estávamos sozinhos e não dançávamos ainda. O som era alto e a luz, ausente. Conversávamos sobre qualquer coisa então ele falou algo sobre uma menina e me segurou pelo braço, indicando alguém. Dizia que ela quase havia caído. Falamos mais duas ou três frases, então seus dedos firmes e cuidadosos circundaram meu braço novamente. Tratei logo de procurar a menina que cismava em se jogar daquela grade. Porém, desta vez meu corpo foi direcionado de forma diferente, além. Não só fui puxado para perto, como também fui girado em sua direção. Seu copro estava quase colado ao meu e seus olhos, semicerrados. Não houve tempo para pensar, eu apenas me permitir mergulhar na profundidade daqueles olhos azuis-prateados, fechei os meus mortais castanhos escuros e me deliciei com aquele momento.
Seu toque era suava, másculo e calmo. Seus lábios tocaram os meus e invadiram minha alma. seus braços seguravam, não só minha cintura, mas minha sanidade junto a mim. Naquele momento eu me elevei. Beijar seus lábios era como provar do Néctar dos deuses, ainda guardo o sabor comigo até hoje. Para mim, Néctar tem gosto de beijo com stella artois. Aquele momento durou, para mim, algumas centenas de anos. Era como se eu tivesse revivido todo o meu passado e o meu futuro e ainda estivesse ali. Suas mãos, ainda ao redor de minha cintura, erguiam-me de encontro a ele, mantinham-me firme e eu me segurava em seu pescoço, desejando nunca mais soltar. Vivi cada segundo como se fosse o último e não pensei em mais nada. Seu perfume, pela primeira vez, tocou-me e fez-me sentir como se estivesse caminhando sob as nuvens. Deliciei-me com aquele momento, até que fui trazido de volta ao meu corpo por uma música que muito gosto. Heart Attack, da Demi Lovato. À letra de tal música, permanecemos abraçados e suspiramos, ambos, receosos. 

Hoje eu digo, não me arrependi, nem por um segundo, de ter me entregado a isso. Jamais. Proporcionou-me um enorme aprendizado e momentos deliciosos. Meu coração ainda palpita À simples menção de seu nome, eu ao ver, aleatoriamente  alguém que se assemelha a ele. Meus ossos tremem e minha alma gela. Mas não de forma ruim, pois o meu coração palpita. Nenhum abraço, beijo ou palavras poderá substituir os dele enquanto ele ainda estiver em meu coração da forma como está. Por este motivo eu decidi que guardarei meu coração para ele. Em outros momentos eu decidia esquecer, segui em frente, mas não desta vez. Desta vez eu não vou me conformar que não posso ser feliz e lutarei pelo que desejo. Por quem desejo e estou, sim, apaixonado. Não há um dia em que não o deseje ao meu lado, mas aquieto-me, dando-lhe seu tempo, e o meu respeito, por consequência, mas é verdade que jamais deixei de acreditar, ou ter esperanças. E assim eu continuarei até que chegue o dia em que repousarei novamente em seus braços.

Quetskya.

Hitsuzen.



Há muito venho refletido sobre a minha vida. Sobre tudo o que passou, sobre quem era antes e o que me tornei. Tive a oportunidade de viver coisas maravilhosas e outras, nem tanto, mas ambas me ajudaram acrescer de forma inacreditável. Vivenciei dois extremos estilos de vida e hoje venho filtrando todos os ensinamentos, os valores, as escolhas, enfim. Tem sido um grande momento de reflexão e de descoberta, redescoberta, reinvenção. De fato, de todos o maior ensinamento foi o "nunca diga nunca". Eu já tinha isso em mente, mas aprendi que tal afirmação para coisas que possam parecer insignificantes hoje, podem não ser no futuro. 
Este momento de reclusão tem me feito ter certeza de tudo o que quero para a minha vida, está me permitindo mudar minha concepção de certas coisas que antes me prejudicaram deveras. Não pela coisa em si, mas pela forma como eu encarava. Aprendi também a julgar o que são conceitos meus e o que são alheios que, embora eu admire muito, não são meus de fato.
Mas o principal... Todo esse tempo me fez ter certeza absoluta de quem eu quero. A este ponto, com a ajuda de seres divinos, as pessoas que de fato não devem permanecer em minha vida estão se retirando. As falsas, por assim dizer. Tem sido chocante ver "amigos" virando as costas para mim, mas no fundo é um alívio saber que não mais estão ao meu lado. Quero comigo quem me faz bem. E falando em pessoas que me fazem bem... Rs, minhas aspirações  continuam as mesmas. Então eu reafirmo e continuo convicto em meu pensamento de irei esperar. Enquanto eu me encontrar assim, esperarei. E feliz. Eu esperei por mil anos, esperarei por mais mil.

Quetskya.

sábado, 9 de novembro de 2013

Carta aos meus amados amigos.



Começarei esta carta explicando o porque de eu escrevê-la. Certa vez fui indagado porque sou tão dependente dos meus amigos. Agora pela manhã, vendo-me em uma situação que me fez refletir sobre, cheguei a uma conclusão, não há dependência. Há o querer estar perto. A imensa vontade de ter perto de mim as pessoas que eu sei que se preocupam comigo, assim como eu me preocupo. Pode, às vezes, parecer dependência ou possessividade, desequilíbrio, mas quando meu espírito encontra paz ao lado de algumas pessoas, ele consegue se aquietar, se sente confortável. Eu passo sim o máximo de tempo possível ao lado de vocês, porque é um prazer, não uma necessidade. Quando estamos juntos, não me lamurio por isso, mas guardo comigo a certeza de que em breve estaremos reunidos novamente. 
Tal confiança é proveniente de inúmeras circunstâncias que provaram que são dignos de tal. Em todos os casos, as amizades deveras importantes, as verdadeiras poderia dizer, nasceram de um lugar improvável. As pessoas com menos destaque no momento, os amigos dos amigos, pessoas para o qual e sequer olhava muito. Não por maldade, mas por simplesmente não ter chegado a hora, eu acredito. Com o tempo, a vida foi se encarregando de colocar tudo em seu devido lugar, vocês foram se mostrando bons e eu fui desvendando uma enorme capacidade de compreensão e um genuíno amor. Quando eu caí, vocês me seguraram com todas as forças, fizeram tudo o que puderam, eu tenho absoluta certeza.
Hoje, quando olho para trás e vejo tudo o que houve, como tudo se desenvolveu, tenho a absoluta certeza de é verdadeiro. Então posso notar, não é dependência, é carinho, afeto, amor. Por isso estamos sempre juntos, porque quando estamos reunidos, somos apenas um. Movendo-nos em uma sincronia singular que demonstra nossa união. 
Há muito a se falar, porém eu teria de passar toda a minha vida aqui, pois a cada palavra que transcrevo, novos acontecimentos vão surgindo. Por isso, encerro agradecendo a vocês por tudo o que fizeram, palavras jamais serão suficiente, mas o que eu sinto, acredite, é! Apenas nunca duvidem de meus sentimentos por vocês, são e serão verdadeiros.

Quetskya.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Katy Perry - Unconditionally

Oh, no, did I get too close?
Oh, did I almost see
What’s really on the inside?
All your insecurities
All the dirty laundry
Never made me blink one time
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally
Don’t need apologies
Know that you are worthy
I'll take your bad days with your good
Walk through this storm, I would
I’d do it all because I love you, I love you
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart
Acceptance is the key to be
To be truly free
Will you do the same for me?
I will love you unconditionally
And there is no fear now
Let go and just be free
‘Cause I will love you unconditionally (oh, yeah)
I will love you
I will love you
Unconditionally
Unconditional, unconditionally
Come just as you are to me
Unconditional, unconditionally
So open up your heart, and just let it begin
Unconditional, unconditionally
I will love you

domingo, 3 de novembro de 2013

"...até mesmo os gatos padecem um dia."



De antemão eu aviso, vim aqui para me lamuriar, expressar minhas tristezas mais profundas, chorar, falar o que venho reprimido há muito. Então, se não há disposição para saber o que está sob este sorriso aparente, não leia.
Antes que comecem a falar que eu venho representando. Não, não estou. Quando digo que esto bem, é porque estou. Quando sorrio é por vontade própria. Mas há certas coisas bem lá no fundo do meu coração, coisas que até eu mesmo desconheço, que me incomodam em proporções estratosféricas. Não que as coisas estejam péssimas. Na verdade elas já estiveram muito piores, mas aparentemente certas coisas tendem sempre a não andar para frente. Embora regadas de boa vontade, sinceridade e até mesmo devoção, minhas atitudes não tem demonstrado lá muito efeito. O retorno tem sido pouco. E isso me frustra. Aliás, me magoa. Não intencionalmente, claro, mas mesmo assim o faz.
Eis outro aspecto meu que eu consigo beirar a odiar, às vezes. Minha capacidade de compreensão é tamanha que eu chego a me considerar patético, um pedante à sombra de um desejo cujos ideais são movidos por elementos de outrem. Embora eu já tenha oferecido tudo o que qualquer homem desejaria, já tenha prometido tudo o que qualquer um poderia precisar, não foi o suficiente para fazê-lo mudar de ideia. E fico pensando no que mais poderia fazer, falar, oferecer para Ele. Honestamente eu não sei. Talvez não se trate do que eu possa ou não oferecê-lo, mas do destino. Um destino solitário e previamente definido. 
Eu nunca acreditei que tenhamos um futuro pré-designado por uma entidade, deidade, ou energia universal superior. Acreditei sempre que nossas atitudes faziam com que tudo procedesse de acordo com nossas atitudes, porém minhas últimas reflexões colocaram esta crença em cheque. Ora, se somos nós os donos de nossos destinos porque a história tende a se repetir? E por quantas vezes mais? 
Sinto-me injustiçado, deflagrado, perdido. Não se trata de uma situação em si, mas de todas em um contexto geral. ironicamente eu morri seis vezes. Como um gato, se me permitem a comparação que outrora ouvi. Morri com o coração despedaçado na mão de um alguém que, preocupando-se ou não comigo, feriu-me da mesma forma. Em alguns casos, os caçadores que separaram meu coração de meu corpo não pretendiam fazê-lo e sentiram a dor junto comigo, em algumas nem souberam de tal ato. Mas em outros, ah, em outros eles não só arrancaram meu coração a sangue frio, com um sorriso doentio costurado no rosto, como também beberam dele como uma bolsa de sangue fria e de pouca importância.
Se colocarmos uma bola em cima de um morro, ela irá rolar, inevitavelmente. Temo ser como esta bola, (metaforicamente, claro, rs.) rolar mais uma vez, pela última vez e isso eu juro. Não posso, nem quero e muito menos permitirei, que isso aconteça novamente. Brincar de casinha, com cerca branca e família feliz eternamente não faz mais parte de meus planos. De qualquer maneira, até mesmo os gatos padecem um dia.

Atenciosamente,
Danilo Nascimento.

sábado, 2 de novembro de 2013

E o relógio prossegue tiquetaqueando.



Algo não está certo. 

Desta vez não foi a depressão, a ausência de um ou outro, nem carência ou algo do tipo. É um pressentimento. Não consigo definir se bom ou ruim, ou um misto de todas as atividades do dia. Desde minha saída na noite passada, sinto algo de diferente. Não sei, algo no lugar onde estive, talvez. Quem sabe a presença de alguém. Não sei ao certo. Sei que voltei me sentindo como se não fosse eu mesmo. Meu dia foi bem inquieto, eu estive bastante preocupado, o que é inevitável. Preocupar-se com o bem estar das pessoas que gosto está simplesmente entranhado em mim, mesmo que eu ou outra pessoa não goste. Independente da distância.
Somando isso à energia pesada que se instalou em minha casa, um caos. Aqui era para ser um refúgio, meu porto seguro, mas não é. É na verdade o lugar onde meus problemas começam. Não que eu duvide do carinho e da preocupação de meus familiares, ao contrário. Mas há muito toda essa tensão familiar vem me desgastando.
Eu estou muito orgulhoso de mim. Desci ao inferno, enfrentei meus demônios, meus medos, amadureci, cresci, tornei-me mais equilibrado. Um homem melhor. Para mim e para todos os que estão ao meu redor. Mas confesso que quando olho ao meu redor um gosto metálico invade minha boca. Uma amargura se instala em meu coração. Porque?
Fé. A palavra que me define e que tem feito parte de cada segundo de minha vida em muito tempo. Mas eu estou cansado de ser testado, de tanta resiliencia, de tanta espera. Quanto tempo mais terei de ser paciente? Será que meus cálculos estão certos? Ainda há um bom tempo pela frente, rs.
Bom, antes esperar muito e alcançar a simplesmente lançar-me em um mundo de levianidade e depois arrepender-me.
Tocando neste assunto, permitirei-me mudar o foco da prosa e contar um segundo pensamento que tive há alguns dias. Quanto mais eu conheço minha raça, quanto mais eu vejo do que somos capazes e de como somos primitivos e ignorantes, mas envergonho-me de ser assim. Perdemos a compaixão, a caridade e os bons sentimentos e os que ainda os mantém, sofrem com o peso do arrependimento que os demais recusam-se a sentir.
Penso onde pararemos com essa atitude. A cada dia que se passa, tenho mais certeza de que há um longo caminho a frente. Muito mais complexo que eu imaginava. Se tenho medo? Não. E nunca estive tão feliz em dizer isso. Algumas deduções recentes me fizeram buscar por respostas para algumas coincidências do passado que me fizeram estar exatamente onde estou. Minha conclusão? Não há coincidências. O destino jogou seus dados e cá estamos nós, servindo de peças para seus jogos de tabuleiro divino. 
Cá estou eu, rezando aos deuses para que tenha a oportunidade que me foi negada antes. Rogando para que o medo não me deixe mais uma vez desamparado, sozinho. Embora seja uma situação delicada, arrisco-me a dizer, com toda a certeza do mundo, que não há arrependimento algum. Julgando minhas atitudes anteriores e as de agora, tenho certeza de que meu futuro era findado ao fracasso, a perdas. E com as escolhas que fiz, apenas ganhei. Não tudo o que queria, ou da forma que queria, claro. Mas ganhei. Como mencionei acima, evoluí. Então estou certo de que o caminho é exatamente esse. Não serei apenas mais uma letra nas páginas desta vida. Porque eu tenho tanta certeza? Nem sequer me interessei em saber. Entender o porque  tenho certeza não muda o fato de que é a certeza em si que vai me fazer alcançar meus objetivos. Acredito veementemente que estou fazendo o que devo e que minhas escolhas estão certas e permanecerei neste caminho até não possuir mais forças.
Em resumo, minha fé me mantém de pé. Me dá forças para alcançar meu objetivo.

Atenciosamente,
Danilo Nascimento.

M2M - Don't Say You Love Me

Verse 1:Got introduced to you by a friendYou were cute and all that, baby you set the trendYes you did ohThe next thing I know we're down at the cinemaWe're sitting there, you started kissing meWhat's that about?
Verse 2:
You're moving too fast, I don't understand you
I'm not ready yet, baby I can't pretend
No I can't
The best I can do is tell you to talk to me
It's possible, eventual
Love will find a way
Love will find a way...
CHORUS:
Don't say you love me
You don't even know me
If you really want me
Then give me some time
Don't go there baby
Not before I'm ready
Don't say your heart's in a hurry
It's not like we're gonna get married
Give me, give me some time
Verse 3:
Here's how I play, here's where you stand
Here's what to prove to get any further than where it's been
I'll make it clear, not gonna tell you twice
Take it slow, you keep pushing me
You're pushing me away
Pushing me away...
CHORUS
BRIDGE:
oooo, na, na, na, na, na, na, na
na, na, na, na, na, na
oooo, na, na, na, na, na, na, na
na, na, na, na, na, na, na
Don't say you love me
You don't even know me baby...
Baby don't say love me, baby
Give me some time...








domingo, 27 de outubro de 2013

Amar é deixar livre.



Se tem uma coisa que eu aprendi foi que a Magia não cria amor. Ela atrai, abre caminho. Mas manter alguém sob seu controle não é amor, não é estar apaixonado ou sequer gostar. É egoísmo, é pensar apenas em si e esquecer os sentimentos do próximo. É provar exatamente o contrário do que se diz, então todas as promessas se esvaem, e de nada servem. Eu desejo ter o que me for oferecido de bom grado, não tomado. Seria falso e não quero viver de mentirar. Quero viver de verdades.
A maior magia de amor que existe é aquela em que você deseja o amor ao próximo, deseja vê-lo feliz e bem. Como todo neófito, eu cometi este erro uma vez. Ludibriado pelo fato de poder fazer qualquer coisa, por 'dominar' poderes sobrenaturais e por amar, teria o direito de fazer qualquer coisa. Um erro. Não podemos interferir no ciclo natural das coisas, nem no livre arbitro de alguém. É errado, contra a ordem natural das coisas e as consequências são severas. Eu mesmo me julgo estar sendo julgado até hoje. Mesmo após sete anos.
Embora tenha sido doloroso, não me arrependo em si. Isso me ensinou a base pra um grande aprendizado. Amor não é egoísmo. É altruísmo. Não digo amor a um homem ou mulher. Digo amor em si. Aquele que você cultiva em você e para você. E com o tempo sente-se seguro para depositar em outra pessoa. Julga-a merecedora de tal feito. Por isso eu luto por tudo o que quero, todos que gosto. Converso, tento convencer, exponho, desejo o bem, dou toda a assistência, carinho, cuidado e tudo o que eu puder. Independente de quem seja. Mas sobrepujar alguém à minha vontade? Não. Eu não sou assim, não sou egoísta.
De inicio era medo. Não fazia porque saberia que sofreria. Hoje compreendo o peso que tudo isso tem. Não tenho mais medo, tenho respeito. Sei que não devo fazer isso, pois se realmente gosto de alguém, devo desejar o bem a tal. Mas isso não significa que devo desistir. Enquanto eu souber que posso fazer algo para alguém que gosto, assim o farei. O máximo que puder e me for permitido. Mas também saberei aceitar o momento de rendição, se necessário. Apenas se necessário. 
Encerro este poste desejando que a humanidade pare um pouco de pensar sobre trabalho, conta, correria, céu e inferno e tente compreender o que se passa dentro de si. Desejo que eles aprendam com seus erros. Ou ao menos tentem. Não sou perfeito e posso não conseguir aprender tudo, mas tento ao máximo. Me esforço. Estou em uma constante metamorfose, em mudanças e para melhor. Sempre crescendo e aprendendo. E assim permanecerei.
Hoje sei ser mais paciente que antes. Sei esperar a hora certa e sei parar quando necessário. Algo que aprendi quando vi que seria necessário certo amadurecimento. Como diz a música: "Ando devagar porque já tive pressa." E essa pressa em nada me acrescentou. Só não concordo que as coisas devam ficar paradas. Os ciclos não param, a vida continua e, embora seja difícil, devemos continuar também. São essas adversidades que nos testam, nos diferem e nos mostram o tamanho de nossa vontade.

Atenciosamente,
Danilo Nascimento.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Stay Strong



Vivendo um dia após o outro. É assim que tenho vivido. Um dia após o outro, segundo por segundo, sem nada para aliviar a dor. Dor de que, afinal? O que me aflinge? O que me faz falta? O que eu temo? Eu não sei. A única coisa que sei é que eu temo muito. Vejo os dias passando lá fora e toda a forma de distração simplesmente se esvai. Sinto o progresso ao longo do dia, mas quando chega o final de semana tudo simplesmente se desfaz. Porque? Porque simplesmente esses dias tem o poder de me deixar para baixo, de me fazer querer cair em um buraco e me cobrir de terra e permanecer ali para todo sempre?
Minha fragilidade só aumenta, minha dependencia também, e eu me fecho em um casulo de dor e solidão. Não que eu queira, mas é a única fuga que vejo. Enfrentar? Tenho feito isso quando posso, mas nem sempre tenho sucesso. Tenho força? Ora sim, ora não. Em algumas vezes estou tão certo de que conseguirei, em outras, me vejo tão desesperado que me agarro a qualquer outra dor que me tire o foco e me faça sentir menos pior. Temo também pelas cicatrizes. As feridas tem ficado cada vez mais profundas.
Mas porque? Por um homem? A ausência cada vez maior dos amigos? A rejeição da família? Posso realmente culpar cada um deles pela minha fraqueza? Não, não posso. Sou eu, a culpa é minha. Culpar ou me apoiar em alguém jamais fará com que eu me cure, me torne forte. Mas... Qual caminho tomar? Se desistir está fora de cogitação,e está, o que devo fazer? Apenas esperar? E o que mais? Até quando? Porque?
Tantas perguntas que passam pela minha cabeça, tão melancólicas que me fazem querer sangrar. Novamente.

Atenciosamente, 
Danilo Nascimento.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quanto vale a confiança?




Sempre fui um amigo muito fiel, e tive amigos muito fiéis também. Por toda a minha vida eu recebi a ajuda dessas pessoas que escolhi para estarem comigo e durante muito tempo confidenciei para eles tudo de mim, aos poucos, claro. Nunca mantive segredos com meus amigos, mas ultimamente tenho revisto muitos conceitos meus.
Confiar segredos seus a alguém, mesmo que de confiança, é correto? Parando para pensar, nós temos dois fatores a analisar. Se ele ou ela pode ajudar, ou não. Então, se há algo que se possa fazer, porque não compartilhar? Se não, porque compartilhar? Apenas para encher a cabeça deles de tormentas que eles não pediram para ter? e será que eles estão prontos para lidar com os meus problemas? Por vezes não, o que pode ser frustrante, já que ele não pediu por aquilo e recebeu mesmo assim. E essa tal reação pode acabar por danificar o que antes era lindo e puro.
De uns tempos para cá eu pude perceber que a confiança é algo muito mais delicado do que sempre achei que fosse. E que o silêncio às vezes pode ser bem mais vantajoso do que uma conversa. Certas coisas é angustiante e pesada demais, mas compartilhá-la pode ser, definitivamente, pior. Ainda mais se você comete o erro de expor alguém, o que torna tudo tão mais complicado, mesmo que o erro não tenha sido intencional.
A amizade é algo que sempre prezei, prezo e assim continuarei, mas sempre tive a dificuldade de separar muitas coisas, sempre tive medo de estar só e sempre pedi por um ombro amigo, um apoio, e assim em senti na obrigação de estar sempre apoiando a todos ao meu redor. Com o tempo eu percebi que carregava mais peso do que conseguia. Por isso resolvi me despir das responsabilidades desnecessárias, reprimir a vontade de conversa e tentar fazer tudo ao meu jeito, ou lidar com quem devo lidar quando for o caso. Nem sempre isso é possível, claro. Mas é algo que venho tentando, venho moldando em mim, venho aprendendo.
Não consigo simplesmente mudar tudo em mim da noite para o dia, ou em dois meses, mas quando eu paro e observo, eu transformei muita coisa que deveria, e que poucos notem porque é algo tão íntimo que não se nora facilmente. 
Essas atitudes não significam gostar menos ou deixar de confiar, significam ser racional. Ser menos impulsivo e mais realista, mais seguro. Termino este post com uma breve frase que ouvi certa vez e tenho tentado introduzir em minha vida: 

“Não te abras com teu amigo 
Que ele um outro amigo tem 
E o amigo do teu amigo 
Possui amigos também” 
―Mario Quintana



domingo, 25 de agosto de 2013

Aos braços de uma doce amizade.



Ontem me ocorreu  que estava me sentindo como Atlas, carregando um peso enorme nas costas. Com mais coisa do que eu pudesse lidar. Estava me sentindo completamente sozinho, embora estivesse sendo apoiado por muitos amigos. E posso dizer amigos mesmo. O problema é que eu me mantive, durante certo tempo, distante, quieto, para que não enchesse a cabeça destas pessoas que nada podiam fazer por mim. Então usava do subterfúgio do sorriso aparente e me armava para esta guerra social.
Porém ontem encontrei uma grande amiga que há muito não via, que já me ajudou bastante e retornou agora para me socorrer. Ela sabe de minhas angústias e se propôs a me ajudar em tudo o que ela pudesse ousar fazer. Em algumas coisas, claro, ela não ousaria se meter.
Foi um certo alívio saber que eu não vou precisar passar por tudo sozinho, que certas coisas eu poderei compartilhar com alguém e que este alguém vai poder fazer algo para me ajudar. Os deuses colocaram ela em meu caminho e agora fizeram com que ela retornasse. Agradeço muito pela sua tão preciosa amizade, é algo importante e certamente isento de qualquer sentimento egoísta.