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terça-feira, 5 de agosto de 2014
"Com medos bobos e coragens absurdas."
"...Eu: Como você nunca viu?
Ele: Apenas ignoro onde não preciso agir.
Eu: Então você não precisou agir na época?..."
Silêncio.
Assim encerrou-se nossa ultima conversa. Desde então, mais nenhuma palavra. Apenas muitos pensamentos. Essas palavras finais me levaram a considerar bastantes coisas. Foi algo realmente pouco importante para ele? Ou eu apenas não era bom o suficiente para que alguém lute por mim? Não acredito nesta alternativa posterior, conheço minhas capacidades e sei bem o quão bom eu tentei ser, apenas não tive permissão para tal. Mas o mais importante é que em meio às reflexões, pude notar que embora onze meses tenham se passado, ainda o desejo, meus sentimentos nada diminuíram, apenas ascenderam. E tornaram-se mais puros, genuínos.
Mesmo tendo todos os motivos para ter desistido, odiado, não o fiz. Não pude conhecê-lo a fundo, admito. Mas pude sentir o quão flagelada estava aquela alma, que embora nobre e Grande, estava fria e triste. Por isso dediquei-me, e dedico-me, tanto. Por saber que não há nobre alma neste mundo que dedicaria sua existência em prol de alguém. Minha raça é extremamente egoísta e ignorante, e isso me deixa em completa melancolia. Aquelas marcas deixadas naquele espírito através do tempo foram deixadas por nós, por mim, incluindo, então eu prometi voltar, e voltar. E eu voltei, e não permitirei que qualquer um outro tome seu lugar. Eu o escolhi, e será assim até meu último suspiro. Tenho esperanças de que um dia todo meu esforço, perseverança e fidelidade seja reconhecida, mas sei que pode ser preciso bem mais de onze meses. Eu tenho toda essa vida, mas caso seja necessário, retornarei um dia.
Sempre admirei a nobreza daquele ser enigmático e encantador, e isso fez-me querer estar ali, e em nenhum outro lugar, mas as circunstâncias trouxeram dias diferentes dos que planejei. Para sua desgraça, a pobre criatura que me causou problemas, não sabia de minha capacidade e coragem. Creio veementemente que jamais tocará a vida de outra pessoa. Cuide pessoalmente disso. Mas isso não me faz completo. Vingar-me jamais trouxe-me meu amor de volta, ao contrário. Mas causar dor a quem me ensinou a dor foi definitivamente magnífico. Enfim, este não é meu foco. O ponto que quero enfatizar é que tenho meus objetivos bem claros e lutarei por eles.
Vai haver a época em que outro homem ocupará seu lado da cama, e isso será pior que a verdadeira morte para mim, mas não levo tanta fé na humanidade e temo ser apenas mais uma marca de muitas que já foram feitas. Talvez algum dia Ele perceba que eu não sou como todos os outros.
Não serei cansativo e repetitivo. Encerro minhas reflexões por aqui, demonstrando meu anseio de ver um belo sorriso daqueles pequenos e doces lábios. Que os deuses olhem por mim e que nunca me falte forças.
Quetsciah.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Jar of Hearts.
Há tempos não discorro a respeito de meus pensamentos e sentimentos, porém essa limitação foi altamente conveniente, afinal de contas guardar toda a dor para si mesmo foi a única alternativa que a vida me deu. Meu atual estado tem sido quase que vegetativo. Não tenho tido muitas alegrias, muito menos novidades. Aprender a lidar com o vazio que meu cotidiano se tornou tem sido uma tarefa árdua.
Antes, imaginar que eu estaria em uma situação destas seria uma completa loucura. Diria até piada. Dizem que cada um de nós paga apenas pelos erros que cometemos, ou também que cada um tem a cruz que aguenta carregar. Eu não sei exatamente em qual dos casos eu me encaixo. Se estou sendo punido ou preparado. Eu prefiro pensar nisso tudo como uma preparação. Mas será que consigo alcançar meus objetivos?
Minha vida profissional tem sido frustrada. Por mais que me esforce, não consigo prosperar. Recebi algumas explicações e venho tentando resolver o problema da melhor forma possível. Mas compreender não significa que não doa. Hoje eu sou o cara de 23 anos que depende da mãe para tudo. Essa dependência me tirou o gosto de fazer qualquer coisa que implique qualquer gasto. Meus dias tem sido trancado em uma casa, apenas vendo os ponteiros do relógio passar.
Minha vida familiar, consequentemente, também tem sido bastante incômoda. Toda a cobrança proferida a mim, cria uma sensação enorme de "um estranho no ninho". Ali não é mais o meu lugar, porém ainda não é o momento de partir. Então preciso aprimorar minha capacidade de resiliência, ter a paciência necessária para mudar tudo isso. Confesso que não tem sido lá algo absurdo. Com o tempo eu aprendi a ter paciência, persistência e Fé.
Mas o mais intrigante de todos é como ficará minha vida sentimental. É aterrorizante imaginar que tudo pode desandar. Se alguém me perguntasse como eu estaria daqui uns dez nos, baseado no momento atual, eu diria "Amargurado e sozinho". Certa vez me disseram que amamos apenas uma vez na vida, e eu optei por amar um homem. Este, embora se considere o pior, desumano, nunca soube notar nada de bom que ele fazia. Infelizmente o destino nos separou, brincando conosco, mandando, mais uma vez, para direções diferentes. O que vai acontecer? Estarei vagando sempre sozinho, a procura de alguém que me complete. Ele. Entre protestos meus, eu ouvi que o final havia chego, mas no fundo eu nunca acreditei. Não sei exatamente se é uma esperança tola e sem fundamentos, ou a verdade sendo dita. Sem opção, uma esperança cresce dentro de mim, mas eu não a alimento. Sem expectativas, sem decepções. Porém não há um dia que que não pense nele, não deseje ele, não queira preparar seu café, fazer uma massagem, ouvir seus problemas. Nada me fazia mais feliz que os momentos em que ele partilhava seus momentos comigo. Eu me encontrei ali. Como em lugar algum. Embora tenha procurado, tudo o que eu consegui foi uma trilha de corações partidos. Eu descobri que tenho minha beleza e que sou apaixonante. Mas nada fácil me satisfez. Eu preciso de um desafio.
Mas, claro, essa não é minha atual realidade. E não tenho me abatido. É como se eu vivesse em reabilitação, aprendendo a viver de uma forma completamente diferente. Uma nova vida.
Quetsciah
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Hitsuzen.
Há muito venho refletido sobre a minha vida. Sobre tudo o que passou, sobre quem era antes e o que me tornei. Tive a oportunidade de viver coisas maravilhosas e outras, nem tanto, mas ambas me ajudaram acrescer de forma inacreditável. Vivenciei dois extremos estilos de vida e hoje venho filtrando todos os ensinamentos, os valores, as escolhas, enfim. Tem sido um grande momento de reflexão e de descoberta, redescoberta, reinvenção. De fato, de todos o maior ensinamento foi o "nunca diga nunca". Eu já tinha isso em mente, mas aprendi que tal afirmação para coisas que possam parecer insignificantes hoje, podem não ser no futuro.
Este momento de reclusão tem me feito ter certeza de tudo o que quero para a minha vida, está me permitindo mudar minha concepção de certas coisas que antes me prejudicaram deveras. Não pela coisa em si, mas pela forma como eu encarava. Aprendi também a julgar o que são conceitos meus e o que são alheios que, embora eu admire muito, não são meus de fato.
Mas o principal... Todo esse tempo me fez ter certeza absoluta de quem eu quero. A este ponto, com a ajuda de seres divinos, as pessoas que de fato não devem permanecer em minha vida estão se retirando. As falsas, por assim dizer. Tem sido chocante ver "amigos" virando as costas para mim, mas no fundo é um alívio saber que não mais estão ao meu lado. Quero comigo quem me faz bem. E falando em pessoas que me fazem bem... Rs, minhas aspirações continuam as mesmas. Então eu reafirmo e continuo convicto em meu pensamento de irei esperar. Enquanto eu me encontrar assim, esperarei. E feliz. Eu esperei por mil anos, esperarei por mais mil.
Quetskya.
sábado, 9 de novembro de 2013
Carta aos meus amados amigos.
Começarei esta carta explicando o porque de eu escrevê-la. Certa vez fui indagado porque sou tão dependente dos meus amigos. Agora pela manhã, vendo-me em uma situação que me fez refletir sobre, cheguei a uma conclusão, não há dependência. Há o querer estar perto. A imensa vontade de ter perto de mim as pessoas que eu sei que se preocupam comigo, assim como eu me preocupo. Pode, às vezes, parecer dependência ou possessividade, desequilíbrio, mas quando meu espírito encontra paz ao lado de algumas pessoas, ele consegue se aquietar, se sente confortável. Eu passo sim o máximo de tempo possível ao lado de vocês, porque é um prazer, não uma necessidade. Quando estamos juntos, não me lamurio por isso, mas guardo comigo a certeza de que em breve estaremos reunidos novamente.
Tal confiança é proveniente de inúmeras circunstâncias que provaram que são dignos de tal. Em todos os casos, as amizades deveras importantes, as verdadeiras poderia dizer, nasceram de um lugar improvável. As pessoas com menos destaque no momento, os amigos dos amigos, pessoas para o qual e sequer olhava muito. Não por maldade, mas por simplesmente não ter chegado a hora, eu acredito. Com o tempo, a vida foi se encarregando de colocar tudo em seu devido lugar, vocês foram se mostrando bons e eu fui desvendando uma enorme capacidade de compreensão e um genuíno amor. Quando eu caí, vocês me seguraram com todas as forças, fizeram tudo o que puderam, eu tenho absoluta certeza.
Hoje, quando olho para trás e vejo tudo o que houve, como tudo se desenvolveu, tenho a absoluta certeza de é verdadeiro. Então posso notar, não é dependência, é carinho, afeto, amor. Por isso estamos sempre juntos, porque quando estamos reunidos, somos apenas um. Movendo-nos em uma sincronia singular que demonstra nossa união.
Há muito a se falar, porém eu teria de passar toda a minha vida aqui, pois a cada palavra que transcrevo, novos acontecimentos vão surgindo. Por isso, encerro agradecendo a vocês por tudo o que fizeram, palavras jamais serão suficiente, mas o que eu sinto, acredite, é! Apenas nunca duvidem de meus sentimentos por vocês, são e serão verdadeiros.
Quetskya.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Katy Perry - Unconditionally
Oh, no, did I get too close?
Oh, did I almost see
What’s really on the inside?
All your insecurities
All the dirty laundry
Never made me blink one time
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally
Don’t need apologies
Know that you are worthy
I'll take your bad days with your good
Walk through this storm, I would
I’d do it all because I love you, I love you
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart
Acceptance is the key to be
To be truly free
Will you do the same for me?
I will love you unconditionally
And there is no fear now
Let go and just be free
‘Cause I will love you unconditionally (oh, yeah)
I will love you
I will love you
Unconditionally
Unconditional, unconditionally
Come just as you are to me
Unconditional, unconditionally
So open up your heart, and just let it begin
Unconditional, unconditionally
I will love you
Oh, did I almost see
What’s really on the inside?
All your insecurities
All the dirty laundry
Never made me blink one time
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally
Don’t need apologies
Know that you are worthy
I'll take your bad days with your good
Walk through this storm, I would
I’d do it all because I love you, I love you
I will love you unconditionally
There is no fear now
Let go and just be free
I will love you unconditionally
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart, and just let it begin
Open up your heart
Acceptance is the key to be
To be truly free
Will you do the same for me?
I will love you unconditionally
And there is no fear now
Let go and just be free
‘Cause I will love you unconditionally (oh, yeah)
I will love you
I will love you
Unconditionally
Unconditional, unconditionally
Come just as you are to me
Unconditional, unconditionally
So open up your heart, and just let it begin
Unconditional, unconditionally
I will love you
sábado, 2 de novembro de 2013
E o relógio prossegue tiquetaqueando.
Algo não está certo.
Desta vez não foi a depressão, a ausência de um ou outro, nem carência ou algo do tipo. É um pressentimento. Não consigo definir se bom ou ruim, ou um misto de todas as atividades do dia. Desde minha saída na noite passada, sinto algo de diferente. Não sei, algo no lugar onde estive, talvez. Quem sabe a presença de alguém. Não sei ao certo. Sei que voltei me sentindo como se não fosse eu mesmo. Meu dia foi bem inquieto, eu estive bastante preocupado, o que é inevitável. Preocupar-se com o bem estar das pessoas que gosto está simplesmente entranhado em mim, mesmo que eu ou outra pessoa não goste. Independente da distância.
Somando isso à energia pesada que se instalou em minha casa, um caos. Aqui era para ser um refúgio, meu porto seguro, mas não é. É na verdade o lugar onde meus problemas começam. Não que eu duvide do carinho e da preocupação de meus familiares, ao contrário. Mas há muito toda essa tensão familiar vem me desgastando.
Eu estou muito orgulhoso de mim. Desci ao inferno, enfrentei meus demônios, meus medos, amadureci, cresci, tornei-me mais equilibrado. Um homem melhor. Para mim e para todos os que estão ao meu redor. Mas confesso que quando olho ao meu redor um gosto metálico invade minha boca. Uma amargura se instala em meu coração. Porque?
Fé. A palavra que me define e que tem feito parte de cada segundo de minha vida em muito tempo. Mas eu estou cansado de ser testado, de tanta resiliencia, de tanta espera. Quanto tempo mais terei de ser paciente? Será que meus cálculos estão certos? Ainda há um bom tempo pela frente, rs.
Bom, antes esperar muito e alcançar a simplesmente lançar-me em um mundo de levianidade e depois arrepender-me.
Tocando neste assunto, permitirei-me mudar o foco da prosa e contar um segundo pensamento que tive há alguns dias. Quanto mais eu conheço minha raça, quanto mais eu vejo do que somos capazes e de como somos primitivos e ignorantes, mas envergonho-me de ser assim. Perdemos a compaixão, a caridade e os bons sentimentos e os que ainda os mantém, sofrem com o peso do arrependimento que os demais recusam-se a sentir.
Penso onde pararemos com essa atitude. A cada dia que se passa, tenho mais certeza de que há um longo caminho a frente. Muito mais complexo que eu imaginava. Se tenho medo? Não. E nunca estive tão feliz em dizer isso. Algumas deduções recentes me fizeram buscar por respostas para algumas coincidências do passado que me fizeram estar exatamente onde estou. Minha conclusão? Não há coincidências. O destino jogou seus dados e cá estamos nós, servindo de peças para seus jogos de tabuleiro divino.
Cá estou eu, rezando aos deuses para que tenha a oportunidade que me foi negada antes. Rogando para que o medo não me deixe mais uma vez desamparado, sozinho. Embora seja uma situação delicada, arrisco-me a dizer, com toda a certeza do mundo, que não há arrependimento algum. Julgando minhas atitudes anteriores e as de agora, tenho certeza de que meu futuro era findado ao fracasso, a perdas. E com as escolhas que fiz, apenas ganhei. Não tudo o que queria, ou da forma que queria, claro. Mas ganhei. Como mencionei acima, evoluí. Então estou certo de que o caminho é exatamente esse. Não serei apenas mais uma letra nas páginas desta vida. Porque eu tenho tanta certeza? Nem sequer me interessei em saber. Entender o porque tenho certeza não muda o fato de que é a certeza em si que vai me fazer alcançar meus objetivos. Acredito veementemente que estou fazendo o que devo e que minhas escolhas estão certas e permanecerei neste caminho até não possuir mais forças.
Em resumo, minha fé me mantém de pé. Me dá forças para alcançar meu objetivo.
Atenciosamente,
Danilo Nascimento.
Numb - Sia
I saw you cry today
The pain may fill you
I saw you shy away
The pain will not kill you
You made me smile today
You spoke with many voices
We travelled miles today
Shared expressions voiceless
It has to end
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edge
Without anything to numb you
It has to end to begin
Began an end today
Gave and got given
You made a friend today
Kindred soul cracked spirit
It has to end to begin
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edge
Without anything to numb you
It had to end to begin
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edge
Without anything to numb you
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edgeWithout anything to numb you
The pain may fill you
I saw you shy away
The pain will not kill you
You made me smile today
You spoke with many voices
We travelled miles today
Shared expressions voiceless
It has to end
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edge
Without anything to numb you
It has to end to begin
Began an end today
Gave and got given
You made a friend today
Kindred soul cracked spirit
It has to end to begin
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edge
Without anything to numb you
It had to end to begin
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edge
Without anything to numb you
Living in your head
Without anything to numb you
Living on the edgeWithout anything to numb you
domingo, 27 de outubro de 2013
Amar é deixar livre.
Se tem uma coisa que eu aprendi foi que a Magia não cria amor. Ela atrai, abre caminho. Mas manter alguém sob seu controle não é amor, não é estar apaixonado ou sequer gostar. É egoísmo, é pensar apenas em si e esquecer os sentimentos do próximo. É provar exatamente o contrário do que se diz, então todas as promessas se esvaem, e de nada servem. Eu desejo ter o que me for oferecido de bom grado, não tomado. Seria falso e não quero viver de mentirar. Quero viver de verdades.
A maior magia de amor que existe é aquela em que você deseja o amor ao próximo, deseja vê-lo feliz e bem. Como todo neófito, eu cometi este erro uma vez. Ludibriado pelo fato de poder fazer qualquer coisa, por 'dominar' poderes sobrenaturais e por amar, teria o direito de fazer qualquer coisa. Um erro. Não podemos interferir no ciclo natural das coisas, nem no livre arbitro de alguém. É errado, contra a ordem natural das coisas e as consequências são severas. Eu mesmo me julgo estar sendo julgado até hoje. Mesmo após sete anos.
Embora tenha sido doloroso, não me arrependo em si. Isso me ensinou a base pra um grande aprendizado. Amor não é egoísmo. É altruísmo. Não digo amor a um homem ou mulher. Digo amor em si. Aquele que você cultiva em você e para você. E com o tempo sente-se seguro para depositar em outra pessoa. Julga-a merecedora de tal feito. Por isso eu luto por tudo o que quero, todos que gosto. Converso, tento convencer, exponho, desejo o bem, dou toda a assistência, carinho, cuidado e tudo o que eu puder. Independente de quem seja. Mas sobrepujar alguém à minha vontade? Não. Eu não sou assim, não sou egoísta.
De inicio era medo. Não fazia porque saberia que sofreria. Hoje compreendo o peso que tudo isso tem. Não tenho mais medo, tenho respeito. Sei que não devo fazer isso, pois se realmente gosto de alguém, devo desejar o bem a tal. Mas isso não significa que devo desistir. Enquanto eu souber que posso fazer algo para alguém que gosto, assim o farei. O máximo que puder e me for permitido. Mas também saberei aceitar o momento de rendição, se necessário. Apenas se necessário.
Encerro este poste desejando que a humanidade pare um pouco de pensar sobre trabalho, conta, correria, céu e inferno e tente compreender o que se passa dentro de si. Desejo que eles aprendam com seus erros. Ou ao menos tentem. Não sou perfeito e posso não conseguir aprender tudo, mas tento ao máximo. Me esforço. Estou em uma constante metamorfose, em mudanças e para melhor. Sempre crescendo e aprendendo. E assim permanecerei.
Hoje sei ser mais paciente que antes. Sei esperar a hora certa e sei parar quando necessário. Algo que aprendi quando vi que seria necessário certo amadurecimento. Como diz a música: "Ando devagar porque já tive pressa." E essa pressa em nada me acrescentou. Só não concordo que as coisas devam ficar paradas. Os ciclos não param, a vida continua e, embora seja difícil, devemos continuar também. São essas adversidades que nos testam, nos diferem e nos mostram o tamanho de nossa vontade.
Atenciosamente,
Danilo Nascimento.
domingo, 20 de outubro de 2013
Redarguição ao Anjo da Morte.
Querido Anjo da Morte, você estava certo, ainda é cedo. Não venha ainda, espere o momento certo. Além do mais a viagem é longa, eu moro MUITO longe e não tenho dinheiro para o frete. (Risos)
Atenciosamente,
Danilo Nascimento.
Hachikō, o cão fiel.
"Hachikō foi trazido a Tóquio pelo seu dono, Hidesaburō Ueno, um professor do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio. O professor Ueno, que sempre foi um amante de cães, nomeou-o Hachi (Hachikō é o diminutivo de Hachi) e o encheu de amor e carinho. Hachikō acompanhava Ueno desde a porta de casa até à, não distante, estação de trens de Shibuya, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos na noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde o professor não retornou em seu usual trem, como de costume. A vida feliz de Hachikō como o animal de estimação do professor Ueno foi interrompida apenas um ano e quatro meses depois. Ueno sofrera um AVC na universidade naquele dia, nunca mais retornando à estação onde sempre o esperara Hachikō.
Em 21 de maio de 1925, o professor Ueno sofreu um derrame súbito durante uma reunião do corpo docente e morreu. A história diz que, na noite do velório, Hachikō, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz como, quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachikō pulou dentro do caixão e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.
Depois que seu dono morreu, Hachikō foi enviado para viver com parentes do professor Ueno, que moravam em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, e, quando um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à sua nova casa, ele foi dado ao ex-jardineiro do Professor Ueno, que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachikō fugiu daquela casa várias vezes também. Ao perceber que seu antigo mestre já não morava na casa em Shibuya, Hachikō ía todos os dias à estação de Shibuya, da mesma forma como ele sempre fazia, e esperou que ele voltasse para casa. Todo dia ele ía e procurava a figura do professor Ueno entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Hachikō esperava pelo retorno de seu dono e amigo.
A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachikō e o professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram, então, a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.
Por nove anos contínuos Hachikō aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com seu dono."
E assim seguiu-se até o dia de sua morte.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Quanto vale a confiança?
Sempre fui um amigo muito fiel, e tive amigos muito fiéis também. Por toda a minha vida eu recebi a ajuda dessas pessoas que escolhi para estarem comigo e durante muito tempo confidenciei para eles tudo de mim, aos poucos, claro. Nunca mantive segredos com meus amigos, mas ultimamente tenho revisto muitos conceitos meus.
Confiar segredos seus a alguém, mesmo que de confiança, é correto? Parando para pensar, nós temos dois fatores a analisar. Se ele ou ela pode ajudar, ou não. Então, se há algo que se possa fazer, porque não compartilhar? Se não, porque compartilhar? Apenas para encher a cabeça deles de tormentas que eles não pediram para ter? e será que eles estão prontos para lidar com os meus problemas? Por vezes não, o que pode ser frustrante, já que ele não pediu por aquilo e recebeu mesmo assim. E essa tal reação pode acabar por danificar o que antes era lindo e puro.
De uns tempos para cá eu pude perceber que a confiança é algo muito mais delicado do que sempre achei que fosse. E que o silêncio às vezes pode ser bem mais vantajoso do que uma conversa. Certas coisas é angustiante e pesada demais, mas compartilhá-la pode ser, definitivamente, pior. Ainda mais se você comete o erro de expor alguém, o que torna tudo tão mais complicado, mesmo que o erro não tenha sido intencional.
A amizade é algo que sempre prezei, prezo e assim continuarei, mas sempre tive a dificuldade de separar muitas coisas, sempre tive medo de estar só e sempre pedi por um ombro amigo, um apoio, e assim em senti na obrigação de estar sempre apoiando a todos ao meu redor. Com o tempo eu percebi que carregava mais peso do que conseguia. Por isso resolvi me despir das responsabilidades desnecessárias, reprimir a vontade de conversa e tentar fazer tudo ao meu jeito, ou lidar com quem devo lidar quando for o caso. Nem sempre isso é possível, claro. Mas é algo que venho tentando, venho moldando em mim, venho aprendendo.
Não consigo simplesmente mudar tudo em mim da noite para o dia, ou em dois meses, mas quando eu paro e observo, eu transformei muita coisa que deveria, e que poucos notem porque é algo tão íntimo que não se nora facilmente.
Essas atitudes não significam gostar menos ou deixar de confiar, significam ser racional. Ser menos impulsivo e mais realista, mais seguro. Termino este post com uma breve frase que ouvi certa vez e tenho tentado introduzir em minha vida:
“Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também”
―Mario Quintana
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