sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Stay Strong



Vivendo um dia após o outro. É assim que tenho vivido. Um dia após o outro, segundo por segundo, sem nada para aliviar a dor. Dor de que, afinal? O que me aflinge? O que me faz falta? O que eu temo? Eu não sei. A única coisa que sei é que eu temo muito. Vejo os dias passando lá fora e toda a forma de distração simplesmente se esvai. Sinto o progresso ao longo do dia, mas quando chega o final de semana tudo simplesmente se desfaz. Porque? Porque simplesmente esses dias tem o poder de me deixar para baixo, de me fazer querer cair em um buraco e me cobrir de terra e permanecer ali para todo sempre?
Minha fragilidade só aumenta, minha dependencia também, e eu me fecho em um casulo de dor e solidão. Não que eu queira, mas é a única fuga que vejo. Enfrentar? Tenho feito isso quando posso, mas nem sempre tenho sucesso. Tenho força? Ora sim, ora não. Em algumas vezes estou tão certo de que conseguirei, em outras, me vejo tão desesperado que me agarro a qualquer outra dor que me tire o foco e me faça sentir menos pior. Temo também pelas cicatrizes. As feridas tem ficado cada vez mais profundas.
Mas porque? Por um homem? A ausência cada vez maior dos amigos? A rejeição da família? Posso realmente culpar cada um deles pela minha fraqueza? Não, não posso. Sou eu, a culpa é minha. Culpar ou me apoiar em alguém jamais fará com que eu me cure, me torne forte. Mas... Qual caminho tomar? Se desistir está fora de cogitação,e está, o que devo fazer? Apenas esperar? E o que mais? Até quando? Porque?
Tantas perguntas que passam pela minha cabeça, tão melancólicas que me fazem querer sangrar. Novamente.

Atenciosamente, 
Danilo Nascimento.

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