quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Uma dança com véus e sangue.
Por diversas vezes, ao fechar meus olhos e deixar-me deliciar pelo coro de vozes etéreas que uma banda que há pouco passei a apreciar bastante, deparei-me com uma misteriosa mulher. Seus olhos são capazes de vidrar qualquer um. Dotada de uma sensualidade e exuberância incríveis, é capaz de chamar atenção de qualquer homem, independente de sua vontade.
Em minha visão ela dança por entre véus negros, formados por puro misticismo. Seu rosto nunca me foi claro, mas tive alguns insights de alguns ocorridos em sua vida. Ela vem ao meu encontro e com sua dança excepcional tenta me mostrar algo, alguma coisa que ainda não consegui captar. De pele clara e olhos tão negros e brilhantes como a noite, enfeitiçam-me e me fazem querer apenas olhar, admirar.
Não sei ao certo o que aconteceu, apenas sei que toda essa magia foi rompida de forma drástica por sentimentos mesquinhos de outrem. Motivado apenas por capricho, sem considerar qualquer opinião. Sangue foi derramado, e lágrimas, muitas delas. Tenho minhas razões para acreditar que lágrimas são derramadas até hoje.
Consegui apenas algumas poucas sensações que me foram despertadas pelas visões e por poucas palavras. O calor,o clima seco, roupas de tons escuros, um ar etéreo em todo o ambiente, uma certe rusticidade, e tradicionalidade, poderia acrescentar. Talvez até faça ideia do que se trate, mas não posso afirmar, então limito-me apenas a silenciar e esperar uma confirmação. Se tudo não se passa de apenas uma peça sendo pregada pela minha cabeça, eu não sei. Apenas sei que aprendi a não duvidar e ser receptivo. Veremos até onde isso irá.
Dê seu nome, forasteira. Diga-me a que veio e me esforçarei a receber suas mensagens.
Atenciosamente,
Danilo Nascimento.
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