segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Trilhando o caminho do sol.
Há tempos não venho aqui, não escrevo, não me expresso. Mesmo que quisesse, não poderia. Uma confusão enorme se instalou em minha mente. Um turbilhão de sentimentos e necessidades que me transformou em uma máquina ambulante de problemas a qualquer um que ousasse se aproximar o suficiente para tentar sequer ajudar.
Foi uma longa jornada, interior eu digo, que tive de traçar até aqui. Se fosse descrever tudo, não terminaria hoje. Geralmente paro pra pensar sobre as coisas que me aconteceram nos últimos seis ou dize meses. Mas quando paro pra observar o que aconteceu em menos de 30 dias, surpreendo-me com minha força, meu caráter e principalmente com minha capacidade de absorver os aprendizados que a vida me oferece. Não sou perfeito e nem me considero esperto, mas me considero esforçado. Esforço-me para me elevar, seguir em frente, independente do que aconteça.
Não sou hipócrita, eu fraquejei, e estive por um triz de jogar fora tudo o que conquistei, e isso me custou caro. Muito caro. Mas consegui aguentar, com muita ajuda, claro. Hoje eu observo atentamente a todos os detalhes dos acontecimentos de minha vida e tento absorver tudo o que posso.
Esse tempo não foi fácil, ausente de dor. Pelo contrário, foi repreto deles. Um dos piores momentos de minha vida, mas regado de oportunidades de melhorias internas, que tenho abraçado com gosto, com mente aberta, para que isso possa me ajudar. Se não a recuperar o que perdi, a me ajudar a não repetir os mesmos erros. Me surpreendo ao ver como amadureci em tão pouco tempo, e vivi intensamente. Sorri, chorei, abracei, me apaixonei, abracei, conversei, caí e me levantei. E vou continuar me levantando, mesmo que sem vontade. Jamais permitirei que se lembrem de mim como o garoto que desistiu, mas como o homem que lutou até o fim. Mesmo que sem vontade, jamais me entregarei. Não desistirei de nada.
Hoje, nada posso fazer para ter de volta o que perdi pelas minhas atitudes errôneas e impensadas, além de esperar e rezas aos deuses por força, o que particularmente tem se tornado mais que frequente, para que eu possa continuar. Tudo o que desejei e busquei foi nobre, mesmo que de forma errada. Inexperiente, arrisco-me a dizer. Mas não por maldade, por isso acredito ser merecedor de uma nova chance. Porque principalmente me arrependi de cada única atitude errada que tive e por querer me redimir e também porque quero me tornar um homem melhor, para mim e para as pessoas ao meu redor.
Sem me exceder mais, termino este texto pedindo aos deuses para que continuem me ajudando nesta jornada de autoconhecimento e afirmo que, particularmente, aprendi o suficiente para não repetir os mesmos erros, para que possa continuar tentando. Para ser feliz.
Sinceramente,
Danilo Nascimento.
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